Tarde de carnaval. Eu, Mustafa (pré adolecente sírio refugiado no Brasil já há alguns anos) e Samir (refugiado venezuelano, praticamente da mesma idade de Mustafa) partimos para a folia. O carro, com destino ao Sesc Consolação, parecia uma versão contemporânea da torre de Babel: árabe, espanhol e português se misturavam, e nós em um esforço para nos fazer entendidos misturávamos sotaques com risadas.
A promessa do dia era apresentar ao nosso novo imigrante latino a coxinha e o famoso brigadeiro, para dar o tom perfeito à imersão brasileira no carnaval. Mustafa descrevia ao novo amigo as sensações de experimentar essas delícias.
Muito confete, espuma e marchinhas depois, chegou o momento tão esperado.
Fomos a Comedoria, Samir já com água na boca e...não é possível, acabou o brigadeiro?! Bom, a coxinha garantiu seu momento de glória, mas não poderíamos deixar o Samir sem provar o doce tão desejado! Começou nossa busca e depois de encontrarmos várias docerias fechadas, conseguimos!!! Hummmm, sucesso total!
Agora nossa próxima aventura será conhecer a culinária venezuelana!
Descrição da Imagem
Máscara de carnaval, na cor verde com detalhes em dourado (com purpurina) e traços na cor preta. Por trás do olho direito da mascará se encontram um doce (brigadeiro) e um salgado (coxinha).
Doador
Marina Baffini de Castro
Percurso
Brasileira, nasceu em 1976, é artista plástica e vive em São Paulo/SP. Mantém vínculo de amizade e convive com duas crianças imigrantes: Khaled, refugiado sírio; e Samir, refugiado venezuelano.