Narrativa
Uma caixa de música, tão comum em tempos atrás e que guarda as lembranças familiares da infância e da ancestralidade, representada na figura de uma tia que também foi mãe, em certa medida. Ganhei, quando ela, já em seus 80 anos, tinha aprendido a lição que a vida possibilita, quando se chega até aí com sabedora, que o desapego é um bem maior e transcendente. Zeladora que sou, da memória familiar e do passado que nos funda, deixo ,aqui, esse objeto "banal", já que, como diz o grande poeta Manoel de Barros: a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que ela produz em nós! Eis,enfim, minha caixa de encantos!