É uma peça de teatro que une artistas brasileiros e haitianos.
Ela traz a saga dos haitianos no país natal e na imigração para o Brasil. Mostra a história do Haiti desde a revolução, o significado dessa revolução em confronto com os ideais do iluminismo e da modernidade na Europa, também o papel do Brasil naquele país e as implicações da presença negra haitiana no Brasil, a presença militar da ONU (Organização das Nações Unidas) e o terremoto que matou milhares de pessoas em 2010 e fortaleceu o processo migratório.
Ter participado da Cidade Vodu tem uma significação imensa e ter recebido esse caderno que relata boa parte da peça, onde eu e outros haitianos tinham a oportunidade de encenar sua própria diáspora, foi muita emoção até hoje.
Meu nome é Marie Rose-laure Jeanty, sou do Haiti, morei em São Paulo por 4 anos, eu sou estudante da medicina, secretaria geral da associação União social dos Imigrantes haitianos ( USIH) em São Paulo, sou estilista e agora estou morando em Buenos Aires.
Descrição da Imagem
Festival cultural, onde se encontram varias pessoas fantasiadas com uma roupa branca com detalhes em amarelo, um casaco curto branco com detalhes em vermelho, e amarelo nas mangas, luvas amarelas e uma máscara com a face de um animal em prata rodeada por uma pelugem escura. Estão usando chapéus na cor prata com 5 penas, sendo que a do meio é amarela e as demais são brancas com detalhes nas cores verde, amarela e vermelha na ponta. Estão organizados em um dispositivo de marcha, organizados em colunas e fileiras bem alinhadas.
Doador
Marie Rose-laure Jeanty
Percurso
Nasceu em 1991, no Haiti. Morou em São Paulo/SP por 4 anos e depois mudou-se para Buenos Aires, Argentina, onde estuda medicina. Além de estudante, é estilista e secretária geral da Associação União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH) de São Paulo.